Gabriela Biló/Estadão
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Eliane Cantanhêde
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Documentos da CPI colocam crise mais perto da família Bolsonaro

Em novo episódio de ‘Por Dentro da CPI’, Eliane Cantanhêde analisa ação de lobista no Ministério da Saúde e sua proximidade com o filho ‘Zero Quatro’ do presidente

Redação, O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2021 | 12h51

Em uma semana em que os documentos obtidos pela CPI da Covid chamaram mais a atenção do que os depoimentos colhidos pelos senadores da comissão, Eliane Cantanhêde analisa, no novo episódio de Por Dentro da CPI, as mensagens que mostram as relações entre o ex-funcionário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) José Ricardo Santana e o lobista Marconny Farias, que atuava na defesa dos interesses da Precisa Medicamentos – a empresa que intermediou a venda para o Brasil da vacina indiana Covaxin. 

Segundo os documentos, após serem apresentados em um jantar na casa da advogada Karina Kufa, que representa o presidente Jair Bolsonaro, a dupla teria elaborado um “manual” para fraudar licitações no Ministério da Saúde.

Eliane destaca também as relações desse mesmo lobista com Jair Renan Bolsonaro, o filho "04" do presidente. De acordo com o material colhido pela CPI, Farias o ajudou a montar sua empresa de representações e eventos.  “Isso mostra que o governo Bolsonaro e o Ministério das Saúde estavam com a porta escancarada para esse tipo de gente, esse tipo de empresa e a esse tipo de negociação”, afirma a colunista.

Dentre os depoimentos, o destaque da semana foi o do motoboy Ivanildo Gonçalves, interrogado na quarta-feira (1º). Ele era funcionário da VTCLog (empresa de logística contratada pelo Ministério da Saúde, suspeita de irregularidades) e fazia movimentações milionárias em dinheiro vivo. “Uma das coisas que ele fazia era pagar boletos para Roberto Dias”, aponta a colunista, ao lembrar que Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, é um dos pivôs do escândalo de corrupção investigado pela CPI.

“É tudo muito estranho, muito complexo, mas a CPI tem o fio da meada e tem essa história muito bem contada”, analisa Eliane. Na semana que vem, com o feriado de 7 de Setembro, a CPI não terá sessões presencias.

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