Documento indica que gráfica suspeita de ser 'fantasma' prestou serviços para campanha de Dilma

Segundo relatório enviado ao TSE, gráfica VTPB Ltda, 'de fato' prestou serviços; perícia está dentro de investigação que pode gerar cassação da chapa de Dilma e Temer

Isadora Peron e Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

19 Agosto 2016 | 08h21

BRASÍLIA - Em relatório enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Secretaria da Fazenda Estadual de São Paulo afirmou que a gráfica VTPB Ltda, “de fato”, prestou serviços para a campanha à reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff. A documentação foi encaminhada dentro da prestação de contas de campanha da petista, após solicitação de investigação pelo relator do caso, ministro Gilmar Mendes. A suspeita era de que a empresa fosse uma firma de fachada.

“Segundo o extenso relatório produzido pela fiscalização diligenciante concluiu-se que, após a análise da documentação trazida pela empresa VTPB e pelos industrializadores dos materiais publicitários, de fato, ocorreu efetiva atividade do estabelecimento VTPB no agenciamento, administração e distribuição das mercadorias produzidas sob encomenda – santinhos”, diz o texto da secretaria paulista.

O documento também confirma que a gráfica encerrou as atividades no dia 31 de outubro de 2014.

A VTPB é uma das empresas que tem sido alvo de perícia pelo TSE, a ser concluída na próxima semana, dentro da investigação eleitoral que pode gerar a cassação da chapa de Dilma e Michel Temer.

No ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a arquivar pedido do ministro Gilmar Mendes, relator das contas de Dilma, para investigar a gráfica VTPB. Gilmar, que na época era vice-presidente do TSE, reenviou o pedido de investigação à PGR após a decisão de Janot. As decisões sobre a investigação geraram críticas dos dois lados.

Gilmar classificou como “ridículo” e com argumentação que vai de “pueril a infantil” o documento em que Janot arquivou o pedido de investigação contra a gráfica por considerar que não haviam indícios de irregularidade com relação à prestação de serviços pela empresa à campanha petista. No texto, Janot destacou a “inconveniência” de Justiça e Ministério Público Eleitoral se tornarem “protagonistas exagerados do espetáculo da democracia”.

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