Documento falso pede suspeição de ministro em caso Arruda

STF informou que ação será encaminhada à Polícia Federal para que sua autoria seja investigada

estadao.com.br,

24 de fevereiro de 2010 | 13h19

O advogado do governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, negou que tenha pedido a suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello no julgamento do habeas corpus do governador. O tribunal recebeu nesta quarta-feira, 24, um documento falso com uma assinatura que seria do advogado de Arruda, José Gerardo Grossi, pedindo a suspeição do ministro. O Supremo vai encaminhá-la à Polícia Federal para que seja investigada sua autoria. Foi anexado ao documento uma reportagem de um jornal de Santa Catarina em que Marco Aurélio Mello, que negou o habeas corpus a Arruda em 12 de fevereiro, sinaliza que manterá o voto no julgamento do mérito, marcado para esta quinta-feira, 25, pelo plenário da Corte.

 

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Segundo o STF, o próprio advogado de Arruda entrou em contato com o tribunal, após a divulgação do pedido através do twitter do Supremo, para negar que tivesse enviado o documento, que contém a suposta assinatura do advogado e o selo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

 

O ministro Marco Aurélio Mello informou que já conversou com o advogado José Gerardo Grossi, que reiterou não ser o autor da arguição de suspeição. "Revela bem a quadra atual brasileira, de abandono de princípios, perda de parâmetros, inversão de valores, de se dar o dito pelo não dito, o certo pelo errado", avaliou o ministro sobre a falsidade do documento apresentado ao STF.

 

Arruda foi preso no dia 11, após suposta tentativa de subornar uma testemunha citada no inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que investiga o suposto esquema de corrupção no Distrito Federal, conhecido como "Mensalão do DEM".

 

Atualizado às 15h14, com informações da Agência Brasil

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