Dnit perde mais um diretor e fica inoperante

O diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira, informou nota do Ministério dos Transportes.

REUTERS

22 de julho de 2011 | 15h46

A saída de Caron é o mais recente desdobramento da crise na pasta, iniciada após denúncias de corrupção em obras de responsabilidade do ministério neste mês.

Sem mais esse diretor o Dnit tem apenas três dirigentes efetivos de um total de sete. Com isso, enquanto não forem nomeados novos diretores ou o diretor-geral Luiz Antonio Pagot volte das férias e não seja demitido, o órgão fica impedido de ter reuniões deliberativas, segundo a assessoria do Departamento.

Indicado pelo PT, Caron era alvo dos integrantes do Partido da República (PR), sigla que mantém o controle dos cargos no Ministério dos Transportes desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediam sua saída do cargo.

A bancada do PR no Congresso reclamava que as mudanças feitas pelo novo ministro, Paulo Sérgio Passos, com apoio da presidente Dilma Rousseff, estavam afetando apenas membros da legenda e que as demissões a conta-gotas serviam para desmoralizar a imagem do partido.

Com a saída de Caron, as mudanças na área de transportes já atingiram 16 pessoas e há expectativa de que Pagot, que cumpre período de férias, também seja demitido.

No início da semana, Passos disse que ainda precisava fazer mais ajustes na área e que tem autonomia para promover mudanças.

"Naturalmente, à medida que haja necessidade para compatibilizar o ajustamento da máquina com aquilo que seja o necessário, que é com aquilo que eu entendo que deva ser o indispensável ou fundamental para o bom desempenho das atividades do ministério, eu o farei", disse.

(Reportagem de Leonardo Goy e Jeferson Ribeiro)

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