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Yasuyoshi Chiba/AFP
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'Dizer que impeachment é mais político que jurídico é perigoso para democracia', diz Wagner

Em série de posts no Twitter, ministro-chefe do Gabinete da Presidência considerou o fato como uma 'violação da Constituição'

Gustavo Porto e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2016 | 17h58

BRASÍLIA - O ministro-chefe do Gabinete da Presidência, Jaques Wagner, considerou nesta terça-feira, 29, em uma série de postagens no microblog Twitter, como "perigoso para a democracia", o argumento de que o impeachment é um processo mais político que jurídico. "Esse é um argumento perigoso para a democracia. Isso significa que é preciso primeiro a ocorrência do fato jurídico para, depois, ser feita a apreciação política do impeachment", relatou. "Tal condição existe como forma de impedir que a soberana vontade popular expressa nas urnas seja desrespeitada", completou o ministro.

As postagens do ministro foram feitas no momento em que a agenda da presidente Dilma Rousseff previa uma reunião com ele no Palácio do Planalto. Wagner não citou o PMDB, partido que ratificou nesta terça o rompimento com o governo Dilma.

Nas declarações pela rede social, Wagner avaliou ainda que, no presidencialismo, um chefe de governo só pode ser destituído por crime de responsabilidade e repetiu que é preciso, portanto, "primeiro a ocorrência do fato jurídico antes de apreciação política do impeachment".

Wagner afirmou mais de uma vez que "a análise da conveniência política do impeachment está sendo feita antes da configuração do fato jurídico" e considerou o fato como uma "violação da Constituição" um "golpe" e concluiu: "o Brasil não vai aceitar. #naovaitergolpe", relatou o ministro na rede social no momento em que a agenda da presidente Dilma previa um encontro com ele no Palácio do Planalto e ainda logo após o PMDB ratificar a saída do governo.

'Pedaladas'. Segundo Wagner, as pedaladas fiscais são práticas contábeis largamente utilizadas no Brasil e chanceladas pelos Tribunais de Conta. As 'pedaladas'  no governo da presidente Dilma Rousseff (PT) são a base para o processo de impeachment dela que tramita na Câmara.

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