Dividido, PSDB discute tramitação das emendas ao PAC

Apesar de ter sido o partido que mais apresentou emendas para alterar as medidas provisórias que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o PSDB está dividido sobre como deve lidar com a tramitação dessas propostas dentro do Congresso. Em conversas informais, alguns parlamentares tucanos acham que o partido deveria participar o menos possível da discussão dessas medidas para que elas possam ser aprovadas rapidamente. A avaliação desses setores do partido é que o governo se beneficia politicamente ao manter como tema central uma agenda positiva como o PAC. Os tucanos acham que assim que essa proposta for votada no Congresso, o governo ficaria imediatamente sem um tema concreto para discutir, abrindo espaço para que a oposição possa novamente criticar a falta de resultados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O líder da minoria, deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), concorda com essa análise. "Nem apresentei emendas a essas MPs", diz. "Não se trata de atrapalhar ou não o governo. É mais o caso de deixar eles aprovarem o pacote de crescimento que dizem que é bom e conferir os resultados." Segundo ele, "o pacote é muito ruim" e não vai ajudar a promover o crescimento de que o País tanto precisa. "Mas enquanto perdermos muito tempo nessa discussão, é bom para o governo, que vai mantendo a falsa impressão de que tem um programa eficiente para melhorar o Brasil. E ainda vai ficar a impressão de que a oposição é que não quer deixar o pacote ser aprovado", analisa. Linha Dura Enquanto uma ala tucana tem pressa na aprovação do PAC, outros parlamentares do PSDB e de outros partidos de oposição, como PFL e PPS, defendem uma linha mais dura. Eles defendem a contestação de pontos considerados prejudiciais que fazem parte das medidas do PAC. "Há propostas que precisam ser ajustadas. É o caso de desonerações tributárias de vários produtos que precisam ser feitas e precisam ser mudadas nas MPs enviadas pelo governo para o Congresso", explica o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

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