Dívida impede contrato de servidores, diz Vilela

O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) afirmou ontem que a negociação da dívida pública de Alagoas com a União, que passa de R$ 6 bilhões, impede, neste momento, que o Estado contrate novos servidores. Por isso, estão suspensas as contratações no serviço público que comprometam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em entrevista à imprensa, ele negou que o Estado esteja contratando mil policiais militares, já aprovados em concurso e na reserva técnica, para fazer frente à greve dos agentes penitenciários, que vem se arrastando desde junho. No fim de semana, a visita aos presos do Complexo Penitenciário de Maceió só foi possível com a intervenção dos policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope).Segundo Vilela, "todo cuidado é pouco quando o Estado está em processo de negociação da sua dívida pública".Os agentes penitenciários protestaram contra o que chamam de invasão dos presídios por forças do Bope. O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas, Jorabas de Sousa, disse que o uso dos militares em substituição aos agentes penitenciários viola a lei de greve, garantida pela Constituição. O governo reagiu, contra-argumentando que a greve é ilegal.Os grevistas reivindicam melhores condições de trabalho, reajuste salarial e pagamento do adicional noturno.TRANQÜILIDADESegundo Vilela, que participou ontem de comemoração dos 60 anos da Rádio Difusora do Estado, a Polícia Militar teve de intervir nos presídios por causa da greve, para garantir a visita aos presos e a tranqüilidade.O governador avisou ainda que a retomada das negociações no caso depende dos grevistas. Durante a cerimônia na rádio, Vilela lembrou que esteve na emissora com seu pai, Teotônio Vilela, para uma entrevista do ex-senador.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.