Divergências internas do governo são patéticas, diz Marinho

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, avaliou como "patéticas" as divergências internas do governo, em relação a política econômica. "O governo tem de governar e não pode ficar brigando e batendo boca, por meio da imprensa", disse Marinho. "O que eu acho patético é que tenha vazado a discussão entre três ou quatro ministros", afirmou, ao chegar ao Palácio do Planalto para a reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Questionado se o ministro da Fazenda, Antonio Palocci continuava influente no governo, Marinho respondeu com ironia: "aparantemente, mais do que nunca".O presidente a CUT afirmou que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, não está olhando com atenção o desenvolvimento e o comércio interno. "Eu diria que o nosso ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio tem tido uma atuação focada na exportação. Isso é bom. O problema é que talvez tenha necessidade de alguém que pense no desenvolvimento interno e no comércio interno", disse Marinho.Para Marinho, a apresentação de uma política industrial pelo governo, está um pouco atrasada. Ele disse que a CUT voltará a pedir hoje ao governo ações emergenciais para criar novas frentes de trabalho nas áreas urbanas. "Por maior que seja o crescimento econômico neste ano não vai haver novos empregos", disse Marinho. "É preciso que o governo faça ações de contratação emergencial para compensar os gritantes índices de desemprego", disse.

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