ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
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Maia diz que distritão, como modelo de transição, 'não é tão ruim assim'

Presidente da Câmara nega que mudança impeça renovação de parlamentares; para ser aprovado, serão necessários 308 votos

Isadora Peron e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 20h36

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rebateu nesta segunda-feira, 14, as críticas ao chamado distritão e disse que o sistema, como um modelo de transição, "não é tão ruim assim”.

“Eu acho que se a gente tiver uma transição, com o distrital misto em 2022, a gente deu um grande passo e conseguiu construir, a médio prazo, um modelo que vai conseguir dar racionalidade ao sistema brasileiro”, disse. Ele já havia dito antes que modelo não deveria ser permanente

Para Maia, que também já fez críticas ao modelo majoritário, o sistema não vai impedir a renovação da Câmara e que o problema, na verdade, é “a prática de criticar tudo”.

O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), admitiu mais cedo nesta segunda-feira que não há votos para aprovar o distritão. Como trata-se de uma emenda à Constituição (PEC), são necessários 308 votos. 

Desde a semana passada, o modelo, aprovado na comissão especial que debate a reforma política na Câmara para valer nas eleições de 2018, vem sendo criticado por parlamentares e especialistas.

Pelo distritão, são eleitos os candidatos mais votados em cada Estado. A principal crítica é que isso enfraquece os partidos e dificulta a eleição de novos nomes, pois as legendas iriam optar por lançar menos candidatos e dariam prioridades para os políticos que já possuem mandatos.

Maia também voltou a defender que a criação do fundo público para financiamento de campanhas deveria ser uma medida provisória. “O fundo público permanente, no momento de crise que estamos vivendo, não parece também a melhor alternativa”, disse.

 

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