Disputa regional adia visita de Alckmin a Goiás

O conselho político da campanha de Geraldo Alckmin tomou, nesta terça-feira, uma decisão prática para atender aos interesses do PSDB e do PFL em Goiás. Foi adiada a visita que o pré-candidato faria a Goiânia, pois o PFL goiano está dividido entre apoiar o senador pefelista Demóstenes Torres para o governo estadual e o candidato Alcides Rodrigues, que tem apoio do ex-governador Marconi Perillo, do PSDB. Como a direção nacional do PFL decretou intervenção no Estado, Alckmin só visitará Goiás depois de resolvido o impasse.Outro problema de última hora foi o veto que o candidato do PSDB ao governo do Piauí, Firmino Filho, fez à candidatura de Hugo Napoleão ao Senado, por indicação do PFL. Isso provocou uma revolta nas bases do PFL e a cúpula nacional iniciou gestões para contornar o problema. As divergências entre os dois partidos devem ser solucionadas ao longo da campanha. O líder do PFL, deputado Rodrigo Maia, admite apoiar o candidato do PMDB ao governo do Rio, senador Sergio Cabral, desde que o candidato do PSDB, deputado Eduardo Paes, aceite abrir mão de sua candidatura.Geraldo Alckmin tentou, ao final da reunião, minimizar as divergências internas e as brigas entre os aliados. Mas deixou claro que não está disposto a aturar todo tipo de críticas. "Se tem alguma crítica que é construtiva, que pode ser aproveitada, ela vai ser aproveitada. Se não tem, ignora-se. E vamos tratar de trabalhar", disse. Para dar uma demonstração de que o clima está mais ameno, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), posou para os fotógrafos ao lado do líder Rodrigo Maia que, juntamente com o prefeito Cesar Maia, disparou duras críticas ao dirigente tucano.

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