Disputa PT e PMDB fortalece partidos e democracia, diz Múcio

Ministro nega divisão na base do governo por conta da disputa pela sucessão na presidência do Senado

Agência Brasil

11 de novembro de 2008 | 15h05

O ministro das Relações Institucionais, José Múcio , negou nesta terça-feira, 11, que exista uma divisão na base do governo por conta da disputa entre o PT e PMDB pela sucessão na presidência do Senado. Segundo ele, na verdade a disputa significa o fortalecimento dos dois partidos e da democracia, como já ficou provado nas duas últimas eleições. "O governo tem 14 partidos que compõem a base parlamentar e esses são os dois maiores. Evidentemente que precisamos somar os esforços resultantes entre os propósitos e desejos de cada um para que isso ajude o governo e, conseqüentemente, o país", disse. Múcio lembrou que a busca pelo entendimento é permanente na democracia e essa tem sido a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pois, incluindo o parlamentarismo, se governa com gabinetes e estabelecendo programas conjuntos. Ele lembra que instrumento principal da política é a conversa e o diálogo. "Exercitá-la à exaustão. Conversar com todos para ver se nós adequamos ao desejo de cada um aos propósitos do governo", afirmou. O ministro antecipou que durante a reunião do Conselho Político, na próxima quinta-feira serão tratados assuntos ligados à Previdência Social e aos 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos. A questão da responsabilização dos crimes de tortura, segundo o ministro, não será tratada nesse encontro. Múcio deixou claro que esse é um assunto que deve ser decidido pela Justiça. "Primeiro, é preciso entender que os órgãos que opinaram são órgãos opinativos. São duas instâncias do governo que foram instadas a opinar. Vamos deixar que a Justiça verdadeiramente decida". Às 14h, no plenário 4 da Câmara, as comissões de Legislação Participativa (CLP) e a de Direitos Humanos e Minoria promovem audiência pública para debater o anteprojeto sobre reforma política encaminhado à Câmara dos Deputados pelos ministros da Justiça, Tarso Genro, e das Relações Institucionais, José Múcio.  Com presença já confirmada, os dois ministros debaterão as sugestões do Executivo para a reforma política com representantes de organizações da sociedade civil que integram a Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular.

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