Disputa pelo governo do estado do RJ deve ser antecipada

A disputa para o governo do Estado do Rio de Janeiro, em 2006, deverá começar logo, com a definição dos candidatos das duas principais lideranças políticas regionais. Na avaliação do diretor do Instituto GPP de Pesquisas, Adriano Rodrigues, tanto o prefeito eleito César Maia (PFL) quanto o grupo do secretário de segurança, Anthony Garotinho (PMDB) terão pressa em antecipar as eleições de governador. O problema é que ambos terão grandes problemas para definição deste nome."Faltam políticos fortes no Estado", observa Rodrigues. Ele acredita que Garotinho dará início ao processo já no início de 2005, lançando logo um nome para tentar angariar apoio ao seu grupo, o que terá de ser seguido por César. Na sua avaliação, apesar das derrotas importantes no segundo turno, Garotinho não pode ser considerado "carta fora do baralho". Isso, especialmente, se o político fizer algum acordo com o PL, da Igreja Universal. Um dos nomes mais fortes seria o do senador Marcelo Crivella, que ficou na segunda posição na disputa da prefeitura do Rio. Isso, caso Crivella não seja atropelado pelos problemas que surgiram com o seu partido durante a campanha para a prefeitura. Rodrigues não acredita que Garotinho lance o nome do vice-governador, Luiz Paulo Conde, que ficou na terceira colocação na disputa da prefeitura.Forças equilibradasAs forças entre o PMDB e PFL, os dois partidos mais fortes no Rio, estão equilibradas. O PMDB conseguiu 25,75% dos votos no Estado do Rio, ficando ligeiramente abaixo dos 25,94% do PFL, que conquistou a prefeitura da capital. Somados os votos do PMDB aos 11,85% do Partido Liberal (PL), o grupo de Garotinho passa a ter 37,10% do eleitorado, enquanto o PFL somado ao PSDB (que conseguiu apenas 2,97% dos votos fluminenses), ficaria com 31,91%.O futuro do Partido dos Trabalhadores (PT), no Rio de Janeiro, continua indefinido, mas poderá ser decisivo, caso a opção do partido seja algum tipo de coligação. Caso a opção seja por uma disputa isolada, é pouco provável que consiga grande sucesso, pelos dados atuais. Com base nesse cenário, o diretor do GPP acredita que o grupo que conseguir o melhor nome, e anunciá-lo logo, poderá iniciar a disputa com vantagens. E ele acredita que o processo será iniciado pelo ex-governador Garotinho, que tem "muita necessidade" de encontrar esse nome.

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