Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Disputa pela Educação opõe Temer e petistas

Após saída de Cid Gomes do comando do ministério, presidente Dilma Rousseff diz que não vai nomear político para o cargo

VERA ROSA E TÂNIA MONTEIRO, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2015 | 02h00

BRASÍLIA - A cadeira de ministro da Educação é o mais novo cabo de guerra entre o PT e o PMDB. Desde a queda de Cid Gomes, na semana passada, após uma passagem relâmpago pelo governo, os dois partidos disputam a vaga. Embora tenha pressa na indicação, a presidente Dilma Rousseff garantiu que não nomeará um político para o ministério, considerado seu "xodó" na Esplanada.

Na sexta-feira, o vice-presidente Michel Temer procurou o secretário de Educação da Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita (PMDB), e disse que ele se enquadrava no perfil desejado por Dilma para a Educação. Até agora, no entanto, o secretário não recebeu qualquer convite.

Embora Chalita seja amigo de Temer, a operação é vista com reservas no Palácio do Planalto. Atingido por denúncias de corrupção, hoje arquivadas, Chalita foi levado para a Prefeitura num acordo costurado pelo ex-presidente Lula, que o quer como vice do prefeito Fernando Haddad (PT) na campanha pela reeleição, em 2016.

Filiado ao PMDB, o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, também é lembrado para a Educação. As apostas em torno de Mangabeira ganharam força porque ele recebeu de Dilma a incumbência de preparar um vistoso programa de educação para que o governo possa sair da agenda negativa. O lema do segundo mandato de Dilma é "Pátria Educadora".

Alvo da cobiça do PMDB, o ministério está, ainda, na mira de correntes do PT. O filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella tem a simpatia de petistas. Cortella foi secretário municipal de Educação de São Paulo entre 1991 e 1992, na gestão de Luiza Erundina. O educador Renato Janine Ribeiro é outro nome defendido nas fileiras do partido.

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