Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Cenário: disputa agora é pela vaga de candidato do PSDB ao governo de SP

Partido tem como postulantes o senador José Serra, o cientista político Luiz Felipe d'Ávila e o deputado Floriano Pesaro

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2017 | 23h34

Enquanto o governador Geraldo Alckmin era aclamado como pré-candidato à Presidência da República na tribuna da Assembleia Legislativa nesta domingo, 12, em São Paulo, uma disputa agitava os bastidores da convenção tucana.

+++ Convenção do PSDB-SP tem gritos de ‘fora, Aécio’

Por 49 a votos a 48, o tucano César Gontijo venceu o deputado federal Vanderlei Macris na disputa pelo cargo de secretário-geral da sigla no Estado. Até o início da convenção, Macris era considerado o franco favorito. O resultado foi um revés para o senador José Serra, que pode postular a vaga de candidato a governador paulista em 2018.

+++ Romero Britto, o queridinho da classe política, está 'triste'

“Serra não é o candidato natural do partido ao governo. Ele é um bom nome, mas existem outros bons nomes que se apresentaram: (o cientista político) Luiz Felipe d’Ávila e o (secretário de Desenvolvimento Social) Floriano Pesaro. Vai ter prévias em São Paulo”, disse Gontijo ao Estado.

+++ Para novo presidente do PSDB em SP, Doria não permanece como prefeito da capital

Tucanos ouvidos pelo Estado durante a convenção disseram que o grupo de Serra no PSDB estaria apoiando Macris. Até o momento, o governador Geraldo Alckmin não manifestou preferência por nenhum nome para sua sucessão, mas interlocutores do Palácio dos Bandeirantes avaliam que o nome mais “competitivo” seria o do prefeito João Doria.

O prefeito da capital chegou à convenção ao lado de Alckmin e de Alberto Goldman, seu ex-desafeto. Fez uma das primeiras intervenções (na qual pediu convergência e pacificação), e foi para o Autódromo de Interlagos assistir ao Grande Prêmio de Fórmula 1.

+++ 'Espero que São Paulo renove com a Fórmula 1 por mais dez anos', diz João Doria

Não se viu na convenção estadual tucana nenhum vestígio de que o prefeito ainda está no páreo para o Palácio do Planalto. Por ora, Doria está no páreo sem privilégios na disputa pela sucessão de Alckmin. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.