'Discutir chapa agora não ajuda o País', diz Campos sobre 2014

Movimentações do govenador suscitam dúvidas: romper com o PT ou permanecer na base aliada

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 20h09

RECIFE - O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, negou nesta quarta-feira, 14, que terá uma conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre sua pretensão de disputar a Presidência já em 2014. "Eu vou esperar o jornal de amanhã para ver o que Lula vai me dizer", ironizou Campos, depois de participar da abertura da Campanha da Fraternidade da CNBB, na sede da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), no Recife.

Bem-humorado, o governador deu risadas quando questionado sobre o assunto. As movimentações de Eduardo Campos nos bastidores suscitam dúvidas sobre suas reais intenções em 2014: romper com o PT e candidatar-se ou permanecer na base aliada e aguardar 2018 para um voo solo.

"Eu estou com medo que a nossa conversa saia (na imprensa) antes de a gente ter", desconversou ele, com humor, "Minha posição é clara, já falei, vamos continuar ajudando a presidente neste ano que será o mais desafiador da sua gestão", reafirmou, ao lembrar que o Brasil está precisando voltar a crescer e gerar empregos. "Discutir chapa, montagem de palanque regional não ajuda o País".

Além de já planejar uma agenda de viagens pelo País ainda neste ano, o pernambucano prometeu apoio do PSB à presidente Dilma Rousseff durante este ano, deixando brechas para que o Palácio do Planalto cogite uma candidatura do PSB já em 2014.

O protagonismo político de Eduardo Campos levou o ex-presidente Lula até a cogitar um rearranjo que pudesse conter a hegemonia do PMDB na aliança com o PT. Petistas admitem que circulam ideias sobre uma candidatura majoritária do PMDB em São Paulo, com aval de Lula, para abrir espaço ao PSB na Vice-Presidência. Campos, por sua vez, já deixou claro ao PT, por intermédio de aliados, que essa fórmula não lhe agrada.

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