André Dusek/Estadão
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Discussão da Reforma da Previdência começa agora, diz Osmar Terra

Ministro da Cidadania afirmou também que deve definir de onde sairão os recursos do 13º do Bolsa Família até março

Leonencio Nossa e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 14h35

BRASÍLIA - O ministro da Cidadania, Osmar Terra, exonerado para assumir mandato na Câmara dos Deputados, disse nesta sexta-feira que, a partir de uma possível reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) no comando da Câmara e a definição do nome do novo presidente do Senado, o governo iniciará o debate da proposta de reforma da Previdência. "A tendência é o Rodrigo ganhar. No Senado que há uma incógnita", avaliou. "A discussão da Previdência começa agora e vamos tentar decidir rápido."

Eleito deputado federal pelo MDB do Rio Grande do Sul, Osmar Terra passa o dia hoje na Câmara para participar do esforço do deputado federal Onyx Lorenzoni, de articulação com o Congresso. Tanto Terra quanto Onyx foram exonerados hoje dos postos de ministros da Cidadania e da Casa Civil, respectivamente, para tomar posse na Câmara e participar da eleição na Casa. Depois, eles retornarão à equipe de Jair Bolsonaro.

Terra avalia que Rodrigo Maia atuará em sintonia com o governo para aprovar as mudanças na Previdência. "O Rodrigo é um homem experiente. Ele sabe que o atual governo não é de transição, como o anterior (de Michel Temer)", disse. "O governo Bolsonaro foi ungido de maneira vigorosa pelas urnas, assim como suas propostas", completou. "Acredito que Rodrigo será um parceiro."

Osmar Terra minimizou as divisões do governo em torno da disputa especialmente do Senado. Ele observou que o presidente Jair Bolsonaro telefonou do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde está internado, para os candidatos que concorrem às mesas da Câmara e do Senado. "Mais que eleger nomes, o governo está preocupado na construção de um bloco unido e grande alinhado aos projetos de reforma aqui na Câmara e no Senado." 

Recursos do 13º do Bolsa Família serão definidos até março 

Terra disse também que pretende definir até março com o ministro da Economia, Paulo Guedes, de onde virão os recursos para bancar o 13º do Bolsa Família. Essa é uma das medidas que constam nas metas de 100 dias de governo anunciadas em janeiro.

Terra, deputado federal eleito pelo MDB do Rio Grande do Sul, ponderou que a medida para viabilizar esse pagamento às famílias não deve estar no pacote de medidas que o governo promete já para semana que vem, no início dos trabalhos legislativos.

O ministro ainda se demonstrou otimista com a aprovação da reforma da Previdência. "O governo tem base garantida", afirmou.

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, integra o maior bloco da Câmara dos Deputados, que também é formado pelo DEM de Rodrigo Maia (RJ), candidato preferido da equipe econômica à Presidência da Casa. 

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