Discurso inclui promessa de salvação da Celg e críticas ao ex-governador

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que dentro de no máximo um mês será sacramentado o acordo entre governo federal e Centrais Elétricas de Goiás (Celg). "Já está pronto o acordo para salvar a Celg", avisou, ao lembrar que o valor da empresa energética é de R$ 184 milhões e a sua dívida, hoje, é de R$ 6 bilhões. "Eu faço questão de saber de uma coisa: quem quebrou a Celg? Quem é que afundou esta empresa?", provocou. "Não posso fazer acusação antes de ter o resultado da aferição."Lula contou que, na quarta-feira, realizou em Brasília uma reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e técnicos da Eletrobrás para salvar a Celg. Segundo ele, a ideia é que "se possa fazer os ajustes e livrar a Celg da inadimplência em que está e tornar empresa rentável, para fazer muito mais programas de energia para o povo de Goiás". Em seguida, Lula passou a atacar o ex-governador do Estado e atual senador Marconi Perillo (PSDB-GO), sem citar seu nome. Disse que já autorizou a licitação para a duplicação da BR-060 (que liga Goiânia a Brasília), prevista para sair em dois meses, se não houver contestações judiciais. "O projeto está pronto e esta é uma decisão do governo federal assumida com o governador (Alcides Rodrigues, do PP, opositor de Perillo)."O ataque a Perillo foi feito de forma velada, ao comentar que a reivindicação foi do governo atual. "Se ele gostasse tanto dela (da obra), ele, que foi governador oito anos, poderia ter feito essa obra."

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