Discurso de Obama na Cinelândia é cancelado

Embaixada dos Estados Unidos informa que o Theatro Municipal do Rio servirá de palco para o presidente americano falar aos cariocas neste domingo; segurança seria razão de mudança

Lisandra Paraguassú, de O Estado de S. Paulo

18 de março de 2011 | 16h19

 O discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, será no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, restrito a convidados. O discurso aberto na Cinelândia, no domingo, 20, foi cancelado, já depois de ter sido divulgada com cartazes, convites em redes sociais na internet e no site especial da visita do presidente americano.

 

O palco que receberia Obama começou a ser desmontado nesta manhã. O Theatro Municipal foi o primeiro local escolhido para o discurso e aprovado pela segurança de Obama. No entanto, o presidente americano queria uma fala mais popular, voltada ao povo brasileiro - daí a escolha da Cinelândia, palco de grandes manifestações democráticas no País.

 

Em nota, a Embaixada dos Estados Unidos não detalha a razão da transferência do local do discurso. Diz apenas que "devido a uma série de preocupações sobre a realização do evento ao ar livre", a organização optou por um local fechado. No texto, a Embaixada diz lamentar por haver limitações ao número de presentes no Theatro e que a intenção de Obama é "falar com todo o povo carioca e brasileiro". A nota não informa o horário do discurso.

 

Horas depois, de acordo com fontes do Planalto, a insegurança na região da Cinelândia motivou a alteração, aprovada pelo Planalto.A própria presidente Dilma Rousseff entendia que o local não era o mais adequado para uma visita e pronunciamento de Obama. Segundo assessores da presidente, o governo brasileiro havia alertado os americanos das "fragilidades" do local.

 

Para assessores do palácio, a dificuldade para deslocamentos e fugas rápidos, já que se trata de uma praça cercada de prédios, foi decisiva para a mudança de última hora na programação.

 

O temor do Planalto é que a decisão da ONU de aprovar medidas militares contra a Líbia, que devem ser capitaneadas pelos Estados Unidos, poderia deixar Obama ainda mais exposto a toda sorte de protestos.

 

(Alterado às 21h50 para atualização de informações)

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