Discurso de Jader foi "bastante convincente" para Wilson

O primeiro-secretário do Senado, Carlos Wilson (PPS-PE), disse nesta segunda-feira que o discurso do presidente doSenado, Jader Barbalho (PMDB-PA), para se defender de denúncias de envolvimento em fraudes, publicadas na última ediçãoda revista Veja, "foi bastante convincente".Na avaliação de Carlos Wilson, Barbalho justificou satisfatoriamente o caso reveladopela Veja, de uma transação comercial feita entre ele e o empresário José Osmar Borges, acusado de envolvimento em fraudesna Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).Wilson ressalvou, no entanto, que, se outros questionamentosvierem, o presidente do Senado terá que se explicar novamente.O senador pernambucano disse, ainda, que as novas denúnciasfeitas por Barbalho, segundo as quais as fraudes na Sudam começam com a cobrança de corretagem de até 40% feita porescritórios de consultoria localizados em São Paulo, justificam a instalação de uma CPI para apurá-las.Segundo Carlos Wilson,"todo mundo sabe que esse tipo de comissão é cobrado, na forma de contratos de risco, não só para empreendimentos naSudam e na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), como também no âmbito do BNDES e do Banco doBrasil."Talvez seja por isso que o governo teme tanto uma CPI", raciocinou o senador pernambucano. "Mas, enquanto não saira CPI, vamos ficar nesse jogo de atirar lama de um lado para outro, que atinge também os senadores que não têm nada a vercom as denúncias", ponderou.O presidente da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, Ney Suassuna (PMDB-PB),disse que Jader Barbalho fez "um bom discurso", mudando a estratégia.Segundo o senador, Barbalho não estava respondendoa acusações do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), na esperança de que, com o tempo, elas arrefecessem,propiciando a paz no Congresso."Mas agora ele não vai aceitar mais acusações. Agora é bateu-levou", anunciou.

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