Discreta, Marina não fala de política para evangélicos

BELÉM - A pré-candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, teve um presença discreta na capital paraense, onde compareceu para comemorar, no estádio Mangueirão, os 99 anos de fundação da Assembleia de Deus, no sábado à noite. Marina permaneceu menos de uma hora no estádio e saiu apressada sem falar com os jornalistas. Evangélica, ela disse apenas que esteve em Belém para um "ato de fé".

Moacir Assunção e Gabriel Manzano, de O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2010 | 18h24

No palco onde estavam pastores, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) e outros convidados, Marina evitou falar de política e foi econômica com as palavras: "É uma festa da Assembleia de Deus no lugar onde tudo começou. Eu faço parte desta igreja e vim aqui para celebrar com os irmãos. Estou muito feliz".

A Assembleia de Deus parece dividida na eleição presidencial. No Pará, a maioria demonstra simpatia pelos candidatos José Serra e Dilma Rousseff, vindo Marina Silva um pouco atrás. "Eu prefiro o Serra", disse o obreiro Raimundo Costa. Um amigo dele, Seráfico Temístocles Favacho, completou que prefere Dilma, mas não pelos méritos da candidata do PT e sim "porque é a indicada pelo presidente Lula".

Em uma rápida enquete entre os evangélicos que estavam no Mangueirão, quatro votariam em Serra, três em Dilma e um em Marina. Perguntado se evangélico vota em evangélico, o contabilista Evandro Moutinho foi taxativo; "nem sempre, isso depende do trabalho do candidato junto à nossa comunidade"

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