Discípulo de Brizola, Carlos Lupi assume Previdência

Quando conheceu o vizinho e líder político Leonel Brizola (1922-2004), Carlos Lupi era um simples jornaleiro vindo de Campinas para trabalhar no Rio de Janeiro. Após quase duas décadas de brizolismo e anos depois de suceder o ídolo à frente do PDT, o administrador de 49 anos foi alçado ao cargo de ministro da Previdência. A primeira experiência de Lupi no Executivo foi na área de transportes. Em 1992, ele pediu licença de seu único mandato como deputado federal eleito para ser secretário do prefeito do Rio de Janeiro Marcello Alencar, hoje tucano e então no PDT. Em meio a uma disputa entre o prefeito e Brizola, Lupi deixou o cargo por fidelidade ao político gaúcho, que sete anos mais tarde voltaria a ser seu tutor na indicação para secretário de governo de Anthony Garotinho. Após os pedetistas se distanciarem de Garotinho, que mais tarde migraria para o PSB e depois para o PMDB, Lupi insistiu na relação privilegiada com Brizola. Deixou o cargo no governo e recebeu de Brizola a tarefa de organizar o partido no Brasil, o que lhe valeu o apelido de "executivo do PDT". Oposicionista no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e em grande parte do primeiro mandato de Lula, Lupi foi o candidato derrotado do PDT ao governo do Rio de Janeiro em 2006. Reeleito presidente do partido até 2009, ele é casado com uma jornalista e tem três filhos.

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