Dirigentes petistas apóiam estratégia para atrair PMDB

Alguns dirigentes petistas manifestaram hoje seu apoio à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lançar uma operação para assegurar a presença do PMDB em seu palanque nas eleições deste ano. Apesar de o PT ainda se mostrar dividido em relação à aliança, membros da executiva nacional da legenda insistem que já chegou o momento de o PT dar início a uma conversa oficial com peemedebistas, de forma a fortalecer o nome de Lula para a reeleição."Esta é uma atitude muito positiva do presidente Lula", disse o secretário adjunto de Organização, Francisco Campos. Segundo ele, o PT precisa manter uma posição de respeito à vontade do PMDB de ter uma candidatura própria, mas não pode deixar de tomar uma atitude em relação a essa tendência. "Temos de respeitar a decisão do PMDB de ter candidatura própria, mas o PT não pode assistir isso de camarote.O secretário de Finanças da legenda, Paulo Ferreira, acrescentou que a posição de Lula mostra que o PT deveria iniciar desde já as negociações. Segundo ele, o fato de o PMDB falar em candidatura própria não impede a direção petista de manter com a legenda aliada a mesma relação que teve ao longo dos últimos anos. "Seria adequado, neste momento, que o PT procurasse formalmente o PMDB", disse o secretário.Apesar de ressaltar que o PT ainda não tem uma posição definida sobre política de alianças, Ferreira lembrou que a reunião da executiva nacional da legenda, realizada na última sexta-feira, já determinou que o partido comece a conversar com a base aliada. De qualquer forma, ele insistiu que as conversas com o PMDB precisam ser colocadas no topo da lista de prioridades. "Evidentemente, no que se refere a criar as condições políticas para a candidatura do presidente, essa conversa com o PMDB é não só importante como imprescindível", acrescentou.Mas enquanto presidente já desenha sua política de alianças, o PT vem enfrentando dificuldades para dar andamento à sua estratégia eleitoral. De acordo com um dirigente petista, questões como a elaboração do plano de governo e até mesmo as conversas internas sobre a reeleição mal começaram a caminhar. A expectativa dele é que a ofensiva de Lula sirva de aviso para que o PT acelere o passo para não ficar para trás em relação a legendas rivais. "Todos (os outros partidos) estão trabalhando", disse o dirigente, ressaltando que o PT vem demorando demais para dar andamento às questões relacionadas à eleição. "Eu espero que isso faça com que o PT ponha o bloco na rua".

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