Dirigentes dos fundos de pensão atacam Dantas

Os dirigentes dos principais fundos de pensão do País deram contribuição decisiva para a Operação Satiagraha no cerco ao banqueiro Daniel Dantas, segundo aponta o relatório final da Polícia Federal (PF) que deu suporte à denúncia da Procuradoria da República contra o sócio fundador do Grupo Opportunity. Na condição de testemunhas, os presidentes da Previ, Petrus e Funcef depuseram sob sigilo e apontaram desvios no Opportunity durante a privatização das teles.

AE, Agencia Estado

14 de julho de 2009 | 08h25

Com base nos dados, transcritos entre as páginas 39 e 44 do relatório, a PF concluiu que ?a fim de viabilizar os negócios foram criados três fundos de investimentos, os quais - apesar de terem como principais cotistas o Citibank, os fundos de pensão e empresários - eram geridos pelo Opportunity?. Segundo o relatório, ?a gestão e administração dos fundos de investimentos foram feitas por empresas do Grupo Opportunity?.

?Pouco mais de um ano do início do processo de privatização, a partir de 2003, os fundos de pensão diagnosticaram irregularidades do Opportunity na gestão dos fundos de investimentos e na gestão das empresas adquiridas?, disse Guilherme Narciso de Lacerda, da Funcef, terceiro maior fundo do Brasil, com patrimônio ativo superior a R$ 32 bilhões e 90 mil participantes. Ele confirmou os termos da auditoria realizada na Brasil Telecom pela empresa ICTS, ?a qual constatou utilização dos recursos fora do objeto da empresa e em benefício do próprio Opportunity?.

O Opportunity, por meio de sua assessoria de imprensa, rebateu as acusações. ?Os depoimentos atribuídos aos representantes dos fundos de pensão não traduzem a verdade, tanto que propuseram ação civil sobre essas questões e, depois, voltaram atrás, retiraram a ação. Se houvesse, realmente, as alegadas irregularidades e os fundos abriram mão do direito de denunciá-las, cometeram, eles sim, gestão temerária.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.