Dirigentes de órgãos atingidos por ação serão ouvidos

A disposição do governo de impedir a convocação de servidores envolvidos no escândalo de venda de pareceres e de autorizar apenas o depoimento de titulares dos órgãos atingidos prevaleceu na Comissão de Meio Ambiente e Fiscalização e Controle do Senado (CMA).

ROSA COSTA, Agência Estado

27 de novembro de 2012 | 15h53

Senadores da base aliada do governo concordaram com o comparecimento ao Senado, na próxima semana, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; do advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, e dos presidentes da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Pacheco dos Guaranys.

Mas adiaram a votação do requerimento do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) chamando para depor a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha, do ex-número dois na AGU José Weber de Holanda Alves, e dos ex-diretores da ANA, Paulo Rodrigues Vieira, e da Anac, Rubens Rodrigues Vieira, apontados como chefes do esquema criminoso. Rosemary e Weber foram indiciados pelos crimes de corrupção e tráfico de influência no esquema de venda de pareceres de órgãos do governo.

O líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), informou que Cardozo comparecerá à CMA e à Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) na quarta-feira da próxima semana, pela manhã. Luís Adams falará no mesmo dia, nas mesmas comissões. Andreu e Guaranys serão ouvidos respectivamente na CMA e na Comissão de Infraestrutura no dia 6 de dezembro.

Mais cedo, a Comissão de Educação do Senado havia rejeitado o depoimento no Senado do ex-consultor jurídico do Ministério da Educação (MEC) Esmeraldo Malheiros Santos, acusado pela Polícia Federal de participar do esquema desbaratado pela PF. O líder do PT, Walter Pinheiro sugeriu o comparecimento do Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no lugar do servidor, mas o autor do requerimento de convocação,o líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), não aceitou, alegando que o servidor teria muito mais a dizer sobre a sua ligação com a organização criminosa.

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