Dirigentes de empresa suspeita de fraudes no RJ devem depor nesta sexta

Depoimentos darão sequência à investigação da Polícia Federal sobre denúncias de irregularidades em processos de licitação de instituto de saúde

do estadão.com.br

23 de março de 2012 | 11h44

Cinco integrantes da Toesa Service, entre eles, o presidente da empresa, David Gomes, devem prestar depoimentos na Polícia Federal (PF) do Rio, nesta sexta-feira, 23. Eles serão ouvidos durante as investigações sobre as tentativas de fraudes em processos de licitação do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

Na quinta-feira, 22, entre os cinco intimados para depor, apenas dois compareceram. Os demais intimados tiveram suas oitivas reagendadas, segundo a PF. Entre os intimados estavam a gerente da Rufollo Serviços Técnicos e Construções, Renata Cavas, que disse ao delegado Victor Hugo Poubel, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin), que só se manifestaria em juízo.

 

Quatro empresas são acusadas de tentar fraudar processos de licitação no Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os envolvidos são suspeitos pelos crimes de peculato, corrupção, fraude e formação de quadrilha. O Ministério da Saúde, o governo do Rio e a prefeitura da capital cancelaram todos os contratos com as prestadoras de serviço.

 

Com a autorização da direção da unidade de saúde, um jornalista da TV Globo se disfarçou de gestor de compras e mostrou representantes da Toesa Service, Locanty Soluções, Bella Vista Refeições Industriais e Rufolo Serviços Técnicos e Construções oferecendo propinas e combinando preços para simular concorrências.

 

Levantamento feito pelo Estado nos portais públicos de transparência identificou um total de R$ 785 milhões em contratos com a União e as administrações estadual e municipal do Rio, nos últimos cinco anos. Além de unidades hospitalares federais, as empresas envolvidas no escândalo prestaram serviço para os ministérios da Defesa, Educação, Justiça, Minas e Energia e Planejamento, além das agências nacionais do Petróleo (Ancine) e do Cinema (Ancine).

 

No Rio, as secretarias de Saúde e Administração Penitenciárias são as que mais contrataram as empresas acusadas. Até o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) pagou R$ 11,8 milhões no ano passado por serviços da Locanty.

 

Desvio. As irregularidades nos processos de compras do Instituto de Pediatria da UFRJ foram identificadas há pelo menos seis meses, segundo o diretor da unidade, Edmilson Migowski. Após constatar desvio de cerca de R$ 150 mil, inclusive com falsificação de assinaturas de funcionários, ele encaminhou uma denúncia à PF.

 

 

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