Dirigente do PT defende CPI para investigar FHC

Em reação à tentativa da oposição de investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por envolvimento no escândalo do mensalão, o secretário de Comunicação do PT, o deputado federal André Vargas (PR), defendeu à Agência Estado a abertura da CPI da Privataria Tucana para apurar, entre outros fatos, o processo de privatização do sistema de telefonia brasileiro.

RICARDO BRITO, Agência Estado

18 de dezembro de 2012 | 10h44

O petista disse não ver problema na abertura de uma investigação parlamentar que teria como um dos alvos o ex-presidente da República. "Quem não deve, não teme", disse. Para Vargas, é preciso apurar uma conversa telefônica "no mínimo suspeita" em que FHC aparece supostamente favorecendo um grupo empresarial no leilão de privatização da Telebrás.

O secretário de Comunicação do PT disse ainda que a instalação imediata da CPI é uma "reação natural" ao que considera como tentativa de desconstruir Lula. Vargas afirmou que, na opinião dele, se está vivendo uma época em que há "dois pesos e duas medidas em relação a nossos ex-presidentes". "Não se cultiva o ex-presidente Lula dentro do País e FHC é sempre tratado como uma voz a ser ouvida".

O pedido de abertura da comissão foi apresentado ainda em dezembro do ano passado e só falta ser lido e instalado pela presidência da Câmara. Um acordo político com a oposição, contudo, tem adiado desde então os atos para o funcionamento efetivo da CPI.

O petista acusou a oposição de usar denúncias feitas contra Lula na agenda parlamentar, com apoio de setores da imprensa. "O problema é que essa agenda não é a agenda do País", disse.

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