Dirigente do PT critica ministro e volta a defender regulação da mídia

Ao 'Estado', Paulo Bernardo repudiou a implantação de um marco regulatório para a imprensa

Ricardo Chapola e Bruno Lupion, O Estado de S. Paulo

21 de março de 2013 | 17h17

SÃO PAULO - Membro da direção nacional do PT, Valter Pomar criticou nesta quinta-feira, 21, as declarações do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, feitas ao Estado sobre ele achar "incompreensível" que o partido misture regulação da mídia com investimentos e nas quais ele repudiou um marco regulatório para jornais e revistas.

Em seu blog, Pomar afirmou que "incompreensível é postergar para um futuro incerto o marco regulatório". No começo do mês, o PT fez um ofício conclamando o governo a "reconsiderar" a decisão de adiar o envio ao Congresso do projeto que cria o marco regulatório das comunicações.

"Se coubesse adotar o termo "incompreensível" utilizado pelo ministro, poderíamos dizer que incompreensível é postergar para um futuro incerto o marco regulatório", escreveu Pomar.

O dirigente petista também acusou o ministro de "beneficiar as empresas que formam o oligopólio que controla a comunicação de massa no Brasil".

"Ao reduzir a regulação apenas às questões de combate à discriminação e de estímulo à diversidade regional, o ministro capitula a uma situação de fato que só beneficia o status quo".

O secretário-geral do PT, Paulo Teixeira, disse que não há conflito entre governo e PT nas discussões sobre o marco regulatório à mídia e que o objetivo do partido seria apenas regularizar os artigos referentes à comunicação social na Constituição Federal - "uma bandeira histórica do PT".

"Nunca ouvi falar que o ministro ou a presidente sejam contrários a esse debate, que está na Constituição Federal e mais cedo ou mais tarde será feito. Deve ser um problema de oportunidade". Segundo Teixeira, "o diálogo está sendo ajustado".

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