Dirigente do PSDB contesta vice e diz que partido valoriza Alckmin

Presidente do diretório estadual, Pedro Tobias defende realização de prévias e definição de candidato a prefeito até fevereiro

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 10h41

Presidente do PSDB paulista, o deputado estadual Pedro Tobias reagiu nesta segunda-feira às declarações do vice-governador Márcio França (PSB) ao Estadonas quais afirmou que parte dos tucanos “não valorizam” o tamanho e a importância do governador Geraldo Alckmin. “O Márcio França exagerou. Ele quer se qualificar como o único que gosta do Geraldo Alckmin. É como se ele fosse o único amigo do governador, o que não é verdade”, disse o dirigente do PSDB.

Na entrevista, França verbalizou uma reclamação recorrente nos bastidores entre auxiliares mais próximos de Alckmin: a de que o grupo de tucanos “históricos” de São Paulo - integrado, entre outros, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelos senadores Aloysio Nunes Ferreira e José Serra - decidiu apoiar a pré-candidatura do vereador Andrea Matarazzo à Prefeitura de São Paulo sem antes consultar o governador. “Sempre fomos leais ao Geraldo. Quando a cúpula do partido apoiou (o então prefeito e ex-vice de Serra Gilberto) Kassab (na eleição municipal de 2008), nós ficamos ao lado dele (Alckmin)”, afirmou Tobias.

O dirigente e outros tucanos participaram na noite desta segunda-feira da festa de aniversário de Matarazzo, no centro da capital paulista.  O evento, que aconteceu em clima de ato político, não contou com a presença do governador. Estavam presentes, além de Aloysio e Serra, o ex-governador Alberto Goldman e o ex-ministro da Justiça José Gregori.

Matarazzo tem procurado minimizar qualquer tipo de desconforto em relação a Alckmin. “O PSDB inteiro reconhece o valor do governador”, afirmou Matarazzo. “Eu conversei diversas vezes com ele e fui estimulado a ir em frente.”

A data da realização das prévias também divide os tucanos. Parte do PSDB queria escolher o candidato ainda em 2015, mas essa definição ficou para o próximo ano, e agora há divergências em relação ao mês ideal para isso. “Sou a favor de fazer as prévias em janeiro, no máximo nos primeiros dias de fevereiro. Mas hoje fiquei sabendo pelo (pré-candidato) João Doria Jr que estão falando em fazer no dia 25 de março. Se esperar até lá, não chega ao segundo turno”, disse Tobias.

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