Ed Ferreira/Estadão
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Dirigente do PSB já espera retirada de apoio tucano a Júlio Delgado

Vice-governador Márcio França acredita que PSDB vá apoiar Eduardo Cunha (PMDB) na disputa pela Presidência da Câmara

Ana Fernandes e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2015 | 10h17

São Paulo - Membro da Executiva Nacional do PSB, o vice-governador de São Paulo, Márcio França, disse nesta quinta-feira, 29, que já espera o desembarque do PSDB da candidatura do pessebeista Júlio Delgado à presidência da Câmara.

"Surpresas acontecem e não são inesperadas. Júlio precisa ter força e fibra para enfrentá-las, disse França, nesta manhã na saída de um debate sobre reforma política na sede da OAB. As eleições para o comando da Câmara serão realizadas neste domingo, 1º de fevereiro.

Depois de declarar apoio à candidatura de Delgado no fim do ano passado, a bancada tucana reabriu o debate e parte dos deputados da sigla passou a pregar o voto em Eduardo Cunha (PMDB). Apesar de ser do principal partido da base aliada, a candidatura de Cunha não tem apoio do governo federal em razão dos embates já travados pelo parlamentar contra o Planalto. Para o PSDB, Cunha representa uma plataforma de oposição.

"Julio sabia que o enfrentamento seria difícil e que não seria tratado como favorito", disse França.

Embora oficialmente a legenda mantenha o apoio a Delgado, parlamentares sinalizam que não há unidade na bancada. “Há uma orientação nesse sentido (de apoiar Delgado), mas o voto é secreto. Não há como garantir (o apoio de toda a bancada)”, disse na segunda-feira, 26, o deputado Duarte Nogueira, presidente do PSDB paulista, que participou de um almoço entre o candidato do PMDB e deputados tucanos paulistas.

A candidatura de Cunha já conta com apoio do PMDB, de legendas nanicas e bancadas do PP, PR e PRB. Além do peemedebista e de Júlio Delgado, o petista Arlindo Chinaglia (SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ) também vão disputar as eleições pelo comando da Casa.

O PSDB terá 54 deputados na legislatura que começa neste domingo - será a terceira maior bancada, atrás de PT e PMDB - e quer manter ou ampliar seu espaço na Mesa Diretora e nas comissões da Casa.

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