Dirigente do PSB critica Skaf e Chalita por oportunismo

O vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, classificou hoje de oportunista a saída de Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e do deputado federal Gabriel Chalita (SP) da legenda. Skaf, que disputou o governo paulista pela sigla filiou-se hoje ao PMDB.

DAIENE CARDOSO E CHRISTIANE SAMARCO, Agência Estado

11 de maio de 2011 | 19h05

Já o deputado, o segundo mais votado no Estado em 2010, deve fazer uma grande festa no dia 4 de junho para oficializar sua mudança para o PMDB. "Isso revela o estágio atrasado da política brasileira, onde as pessoas saem dos partidos por oportunismo eleitoral e não por questões político-partidárias", disse Amaral.

Segundo o vice-presidente do PSB, o partido tem acompanhado as movimentações políticas dos ex-pessebistas pela imprensa. "Estou acompanhando tudo isso pelos jornais", contou. De acordo com Amaral, só Skaf teria procurado o presidente do PSB, o governador pernambucano Eduardo Campos, para informá-lo de sua saída. Como o deputado não formalizou ainda sua saída, o partido não discutiu ainda se vai ou não reivindicar o mandato de Chalita na Justiça Federal.

Como a regra da fidelidade partidária estabelece que o mandato parlamentar pertence ao partido, e não ao deputado, dirigentes nacionais socialistas afirmam que é "inevitável" que o partido peça o mandato de Chalita de volta. Dizem que a troca de legenda é "indefensável".

Espaço

Amaral rebateu as declarações de Chalita, que em entrevista reclamou da falta de espaço no PSB e de sua relação desgastante com o partido. "Quem entra num partido sabe que vai ter de disputar espaço, em partido democrático é assim, não tem dono", afirmou. O dirigente ressaltou que o PSB não se comprometeu em oferecer a Chalita a candidatura ao Senado, diferentemente de Skaf, que "sempre manifestou a intenção de disputar cargos majoritários".

Roberto Amaral lamentou que ambos tenham deixado o partido por acreditar que terão mais chances de se eleger pelo PMDB do que pelo PSB. "Eu apenas aceito isso, já que eles não apontaram nenhuma divergência ideológica, só a vontade de ir para o PMDB e disputar o espólio do governador (Orestes) Quércia. Minha dúvida é saber qual dos dois será o candidato à Prefeitura de São Paulo", comentou Amaral. E ironizou: "Se ele (Skaf) acha que pode conciliar as divergências dele com o Chalita, tudo bem. Quero que ele tenha vida longa no PMDB".

Procurado pela reportagem, a assessoria de Skaf informou que ele não poderia comentar as críticas de Amaral porque estava deslocando-se em voo, de Brasília para São Paulo. A assessoria de Chalita foi procurada e disse que iria localizar o parlamentar. Só que não deu retorno até o fechamento desta matéria.

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