Dirigente da Caixa diz que ajustes fizeram governo atrasar pagamentos a empresas do Minha Casa Minha Vida

Vice-presidente de Habitação da CEF, Teotonio da Costa Resende, afirmou que governo pretende saldar R$ 300 milhões atrasados em 30 dias

Ricardo Galhardo , enviado especial de O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2015 | 22h03

CATANDUVA - O vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Teotonio da Costa Resende, afirmou nesta segunda-feira, 24, os ajustes orçamentários levados a cabo pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fizeram com que o governo atrasasse pagamentos às empresas contratadas pelo Minha Casa Minha Vida.

 

Em 30 dias o governo pretende saldar R$ 300 milhões atrasados e os pagamentos foram repactuados com as empresas. As pequenas vão receber em até 30 dias, as médias em até 45 dias e as grandes em 60 dias.

De acordo com ele, a divisão do número de unidades por faixa de renda e as metas anuais da fase 3 do programa está em fase de estudo para ser adequada à realidade orçamentária. 

"Evidentemente o governo está fazendo ajustes, o ministro Levy vem fazendo os ajustes normais da economia então em função destes ajustes é que se fez essa recolocação. No caso da fase três está sendo discutido quanto será por faixa exatamente para se ter a exata precisão dos recursos disponíveis", disse Resende.

Conforme o vice-presidente da CEF, isso não vai alterar os planos de Dilma de lançar o Minha Casa Minha Vida no dia 10 de setembro. 

"No caso do Minha Casa Minha Vida houve um pequeno ajuste, não tenho os números aqui, são da Fazenda, mas não impactou o desenvolvimento. Não teve um corte mas um pequeno ajuste sem prejuízo do cumprimento das metas do programa", garantiu Resende. 

Na quinta-feira o líder sem teto Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, um dos responsáveis por levar 40 mil pessoas às ruas de São Paulo em defesa da democracia e contra o impeachment de Dilma, condicionou seu apoio parcial à entrega do Minha Casa Minha Vida 3. Segundo ele, se Dilma não cumprir a promessa de lançar o programa no dia 10 de setembro, o MTST "vai parar o Brasil".

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