Diretoria da Petrobras tem indicados do PT, PP e PMDB

Loteamento deu munição para abertura de CPI; estatal é considerada a 4ª mais respeitada do mundo

Agência Estado

20 de maio de 2009 | 07h45

A Petrobras, maior estatal brasileira, tem sua diretoria loteada entre o PT, o PMDB e o PP, todos de olho na sua capacidade de investimento, que atingiu R$ 53 bilhões no ano passado.

 

A partidarização da empresa levou à suspeita de direcionamento nos convênios assinados com ONGs baianas tidas como ligadas ao PT e deu munição para que a oposição (PSDB, DEM e PPS) fechasse o cerco, com o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal, para investigar manobras contábeis feitas pelo diretor financeiro, Almir Barbassa, um dos cinco quadros do PT na direção da empresa.

 

A manobra teve como resultado um recolhimento de tributos R$ 4,38 bilhões menor e os Estados alegaram prejuízos de R$ 227,4 milhões e exigiram ressarcimento. Diante de tal quadro, a oposição conseguiu abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobrás.

 

A eleição de 2010 começou bem antes e atingiu a estatal fundada em 1954, considerada pelo Reputation Institut a quarta mais respeitada do mundo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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