Diretores do Rural e Valério responderão por lavagem de dinheiro

O Supremo Tribunal Federal (STF)aceitou, por unanimidade, mais uma denúncia contra os diretoresdo Banco Rural e o núcleo publicitário de Marcos Valério, destavez por crime de lavagem de dinheiro. O Ministério Público acusa o grupo de estruturar um"sofisticado" esquema financeiro para abastecer o mensalão. A decisão do tribunal transforma em réus os diretores JoséAugusto Dumont (falecido), Vinícius Samarane, Ayanna Tenório,José Roberto Salgado e Kátia Rabello, além de Valério, seussócios Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino e asfuncionárias Geiza Dias e Simone Vasconcelos. O STF já havia decidido nesta sexta-feira abrir ação penalcontra o Banco Rural por crime de gestão fraudulenta. O Rural éapontado como um dos caixas que abasteceu o chamadovalerioduto. Valério, Cristiano Paz e Hollerbach já tiveram aceitasdenúncias pelos crimes de corrupção ativa e co-participação empeculato, sujeitos à pena de 2 a 12 anos. Todos os acusadosnessa parte da denúncia teriam praticado o crime de lavagem 65vezes. Essa parte da denúncia descreveu o esquema montado no BancoRural para dissimular pagamentos feitos a políticos da basealiada ao governo envolvidos no caso. Normalmente, os saqueseram feitos na agência da instituição em Brasília a partir deordens de pagamento autorizadas por fax da Agência Assembléia,do Banco Rural, em Belo Horizonte.De acordo com o procurador-geral, Antonio Fernando Souza,tratava-se do "recebimento dissimulado de recursos pelosbeneficiários finais do esquema." O crime de lavagem de dinheiro prevê pena de três a 10 anosde prisão.

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