Diretores da Arxo deixam carceragem da PF em Curitiba

Três executivos detidos na noa etapa da Lava Jato foram soltos nesta segunda e saíram da sede da Polícia Federal sem falar com a imprensa

Julio Cesar Lima, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

09 Fevereiro 2015 | 22h13

Curitiba - Os diretores da Arxo, de Piçarras (SC), Gilson João Pereira, Sergio Ambrósio Maçaneiro e João Gualberto Pereira que estavam presos temporariamente, foram liberados no início da noite de segunda-feira, 9. Eles estavam detidos na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR), mas o juiz federal Sergio Moro, os liberou no final da tarde.

Eles saíram da sede da PF às 20h40 dentro de um carro e não falaram com a imprensa, antes, porém, o advogado Charles Zimmermann disse que todas as informações foram fornecidas. "Entregamos todos os documentos que foram objeto de busca e apreensão, e agora, estabelecidos todos os fatos que rebateram as denúncias feitas pela ex- funcionária houve por bem o juiz Sergio Moro revogar a prisão temporária. A Arxo esclareceu tudo que esta possível e no que precisar vamos estamos à disposição da justiça", disse.

Apesar da soltura, eles deverão cumprir algumas exigências como: "comparecimento a todos os atos do processo, inclusive da investigação, mediante intimação por qualquer meio, inclusive por telefone; obrigação de não deixar a residência por mais de 30 dias sem prévia autorização do Juízo; obrigação de não mudar de endereço sem prévia autorização do Juízo; proibição de deixarem o país, sem prévia autorização do Juízo; proibição dos investigados de manterem contato ou promoverem qualquer espécie de intimidação, direta ou indiretamente, contra a testemunha Cíntia Provesi Francisco. Alerto que o descumprimento das medidas ora impostas poderá ensejar a decretação da prisão preventiva dos investigados", informa o despacho.

Em seu depoimento, João Gualberto, negou qualquer tipo de envolvimento ou pagamento de propina a alguma empresa envolvida no escândalo de corrupção.

Segundo o advogado Charles Zimmermann, "o depoimento foi na mesma linha do diretor-financeiro e do outro diretor presidente, jamais houve corrupção, não houve nunca pagamento de propina, a empresa não sonega impostos, justificou a presença de dinheiro na sala dele, tratava-se de uma reserva, inclusive falou ao delegado onde ele guardava esses valores", completou.

Sobre a denunciante, Charles disse que não poderia mais comentar, como parte de uma orientação da Justiça. "Estará em andamento, temos uma serie de fatos novos , nos vamos juntar no inquérito e ele pediu para aguardar por enquanto", concluiu.

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