André Dusek/Estadão
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Diretora da ANP defende continuidade do pré-sal

Magda Chambriard disse que nem um país como Estados Unidos poderia abrir mão da riqueza proporcionada pela exploração de petróleo em águas profundas

ANTONIO PITA E FERNANDA NUNES, Estadão Conteúdo

15 de setembro de 2014 | 13h33

Para uma plateia de investidores e empresários do setor de petróleo, em sua maioria descontentes com as políticas do governo para o setor, a diretora da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), Magda Chambriard, assumiu o discurso de campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff ao questionar a "descontinuidade" e uma "mudança de rumo" em relação às políticas do setor. Ela também afirmou que "nenhum país do mundo, nem os Estados Unidos", poderia abrir mão do pré-sal. "Temos que ter muito cuidado toda vez que falamos em mudar de rumo ou de ideia em relação a uma situação como essa. Não podemos ter descontinuidade nessa área. Foram muitos investimentos para chegarmos aqui, perto de colher os resultados", afirmou a diretora durante a conferência de abertura da Rio Oil & Gas.

A diretora fazia uma defesa dos investimentos do governo na área de pesquisa no setor de óleo e gás em parceria com as universidades. Mais cedo, em sua apresentação, Magda também defendeu a prioridade do governo dada ao pré-sal, atribuindo às descobertas na águas profundas o impulso para o crescimento na produção em todo o mundo. "Ainda estamos na fase do petróleo e não podemos pensar o contrário. Nenhum país do mundo, nem os Estados Unidos, poderia sequer pensar em abrir mão dessa riqueza", afirmou. "Hoje, no primeiro semestre, voltamos a ser exportadores de petróleo. Ainda importamos gás, sobretudo da Bolívia. Mas esse crescimento teve grande contribuição das descobertas realizadas em águas profundas."

A exploração das áreas do pré-sal se tornou uma das principais bandeiras da campanha da presidente Dilma Rousseff após a sua polarização com a candidata do PSB, Marina Silva. A presidente tem feito duras criticas ao programa de governo da candidata rival, alegando que Marina Silva não pretende dar continuidade aos investimentos no setor.

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