Diretora da Anac vê retaliação política na quebra de seu sigilo

A diretora da Agência Nacional deAviação Civil (Anac), Denise Abreu, teve seus sigilos bancário,fiscal e telefônico quebrados nesta terça-feira pela CPI daCrise Aérea no Senado, o que considerou retaliação política. Em nota distribuída por sua assessoria pessoal, Deniseafirma que seus advogados já estão analisando a propriedade dadecisão da CPI. "No entender inicial não há respaldo legal para tal ato esua solicitação pela Comissão pode apenas estar vindo aoencontro de buscar retaliação política pelo fato de DeniseAbreu, durante seu depoimento na CPI, como testemunha, ter senegado a quebrar voluntariamente tais sigilos, quando lhe foiperguntado pelo relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO)",diz a nota. A CPI do Senado quebrou os sigilos bancário, fiscal etelefônico de Denise Abreu e de mais oito pessoas, entregerentes, assessores e ex-diretores da Infraero, por suspeitade irregularidades. Denise Abreu foi acusada pelo ex-presidente da InfraeroJosé Carlos Pereira de fazer lobby para a transferência dosetor de cargas dos aeroportos de Viracopos e de Congonhas paraRibeirão Preto. O terminal de cargas neste aeroporto éexplorado por Carlos Ernesto Campos, que seria amigo de Denise. O brigadeiro recuou das acusações em depoimento à CPI, masos senadores decidiram pela quebra de sigilos para aprofundar ainvestigação. Além de Denise Abreu, a quebra de sigilo atinge aex-diretora da Infraero Therezinha Lores e assessores dapresidência da estatal quando era dirigida pelo hoje deputadofederal Carlos Wilson (PT-PE).

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