Diretor-geral do Senado apresenta documentos contra denúncia

Agaciel da Silva Maia é acusado de ter escondido da Justiça casa em bairro nobre de Brasília que vale R$ 5 mi

Agência Brasil

02 de março de 2009 | 14h39

O diretor-geral do Senado, Agaciel da Silva Maia, apresentou nesta segunda-feira, 2, diversos documentos para contestar reportagem publicada na imprensa alegando que ele teria escondido da Justiça uma casa em bairro nobre de Brasília no valor de R$ 5 milhões. Apresentando declaração de Imposto de Renda, certidão negativa e escritura, ele comprovou que declara a casa desde 1996, quando a comprou. Agaciel disse que, na época, pediu a seu irmão, o deputado João Maia (PR-RN), que comprasse a casa quando ela havia sido anunciada, em setembro de 1996, enquanto ele pudesse vender o imóvel em que morava e comprasse a casa do irmão, o que ocorreu dois meses depois. A reportagem acusa Agaciel de ter escondido a casa por estar com os bens indisponíveis pela Justiça. "Não estava com meus bens indisponíveis e a prova é a escritura original, que mostra que vendi a casa em que morava. Não poderia vender um bem se os meus bens estivessem indisponíveis", disse. "A afirmação de que estava escondendo minha casa também não é verdadeira. Estranho é alguém dizer que você estava escondendo uma casa onde você mora há 13 anos", completou. Agaciel ainda contestou o valor dado à casa pela reportagem. Segundo ele, por ser em frente a uma usina de tratamento de lixo, o imóvel está desvalorizado e poderia ser vendido "talvez por R$ 2,5 milhões, nunca por R$ 5 milhões". Ele ainda disse que não pretende renunciar ao cargo, que ocupa há 14 anos. "Eu teria de ter cometido um erro grave para poder sair do cargo. Não vejo motivo para me afastar, porque cumpro todas as exigências do cargo e porque sou competente para exercê-lo. Já passei por sete presidentes da casa, sou servidor de carreira com nível superior. Entendo que não mereço isso", explicou-se, acrescentando que permanece no cargo até 2011. "O presidente Sarney me confirmou no cargo".  O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encaminhou ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedido "a urgência possível e as providências necessárias para apurar a denúncia contida no jornal Folha de S.Paulo sobre a evolução patrimonial de Agaciel Maia".

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