Diretor-geral da PF nega que partidos sejam foco de operação

Acusação foi feita pelo DEM, um dos sete partidos citados em supostas doações ilegais da Camargo Corrêa

Agência Brasil,

26 de março de 2009 | 18h43

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, negou nesta quinta-feira, 26, que a Operação Castelo de Areia tenha tido como foco investigar partidos políticos. A acusação foi feita pelo DEM, um dos sete partidos citados em supostas doações ilegais da empreiteira Camargo Corrêa. O ministro da Justiça também negou cunho político na ação.

 

A operação, deflagrada na última quarta, resultou na prisão de quatro diretores e duas secretárias da empreiteira Camargo Corrêa, acusados de superfaturamento de obras públicas, remessa ilegal de recursos para o exterior e doações ilegais a campanhas políticas.

 

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As investigações da PF apontam que a construtora teria feito doações ilegais para sete partidos políticos

(DEM, PSDB, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB) nas eleições municipais de 2008. Corrêa argumentou que o foco da operação eram crimes financeiros e lavagem de dinheiro e que a PF "cruzou com os dados" envolvendo os partidos, e os repassou à Justiça, como é de sua responsabilidade.

 

"Não foi esse o foco (eleitoral). Mas se esse foco se caracterizar crime, vamos apurar, independentemente de partido. A Polícia Federal não atua pautada por questões político-partidárias", disse, após a cerimônia em comemoração aos 65 anos da instituição, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

O DEM afirmou que pedirá à Justiça de São Paulo todos os documentos referentes à operação. E se a solicitação não for atendida, poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

"Se esses eventuais repasses são lícitos ou ilícitos, a PF não faz juízo de valor", afirmou Corrêa, acrescentando que as investigações chegaram ao público por decisão do juiz federal Fausto De Sanctis, que divulgou relatório da PF. 

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