Diretor do Senado diz que denúncia de vazamento é improcedente

O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, classificou de "improcedente" a informação de que ele teria sido indiciado na investigação realizada na Casa sobre fraude de licitações. Ele também negou que computadores tenham sido apagados para atrapalhar a averiguação. Até porque, segundo Maia, a Polícia Federal dispõe hoje de meios para recuperar todas as informações contidas em disquetes.Na terça-feira, dois procuradores da República acusaram a Polícia Federal de ter vazado informações sigilosas ao Senado, da Operação que investigava uma quadrilha que fraudava licitações. O vazamento, segundo um dos procuradores, teve conseqüências desastrosas para as investigações, porque nenhum documento foi encontrado.O diretor-geral do Senado negou que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), teria sido informado por um delegado da Polícia Federal, com antecedência de 24 horas, sobre a busca e apreensão de documentos solicitados pelo Ministério Público. Segundo Agaciel Maia, Renan teria recebido a informação a 1 hora da manhã, quando lhe pediu que no dia seguinte estivesse no Senado para acompanhar os policiais encarregados da apreensão, como é praxe ocorrer todas as vezes que a Justiça e o Ministério Publico requerem documentos.Maia disse que quando chegou pela manhã estavam lá cerca de 15 policias e um mandado onde constavam as salas e os documentos que deveriam ser levados. Como algumas pastas estavam no Prodasen (Processamento de Dados do Senado), Maia disse ter recebido ordem de Renan de entregar igualmente tudo o que não estava citado no mandado e que portanto em nenhum momento houve dificuldades na apreensão de documentos.O diretor-geral do Senado disse ainda ter tido informações de que a denúncia sobre irregularidades de empresas prestadoras de serviço tinha sido feita no decorrer do último ano, sem que em nenhum momento tivessem aparecido indícios de irregularidades nos contratos do Senado.

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