Diretor do DNIT nega embaraço em ser chefiado pelo PR

O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, disse nesta quarta-feira não se constranger de ser chefiado por um ministro do PR, partido que foi desalojado do Ministério dos Transportes em meio a um escândalo de corrupção. "Não. Nenhum constrangimento. As decisões políticas que nossa presidente toma, eu entendo que são as melhores para o Brasil", afirmou Fraxe, que foi nomeado para o cargo com a missão de sanear órgão e melhorar sua eficiência, após a "faxina ética" promovida por Dilma na pasta dos Transportes.

FABIO FABRINI, Agência Estado

03 Abril 2013 | 11h53

Fraxe informou que não entregará o cargo e manifestou interesse em continuar no comando do DNIT, embora, segundo ele, a decisão caiba à presidente e ao novo ministro dos Transportes, César Borges (PR-BA). "Gosto do trabalho que estou fazendo, porque ele é muito importante para o Brasil. Nós entendemos que nosso trabalho tem uma continuidade, entretanto, essa é uma decisão política", ponderou.

Nos bastidores, integrantes do governo dizem que por ora não há qualquer sinalização do Planalto ou do Ministério do Planejamento sobre mudanças na cúpula do DNIT. O ministro César Borges, empossado hoje no cargo, reúne-se amanhã com o general Fraxe. Borges informou que ainda está "tomando pé" de suas novas atribuições e que não decidiu nada a respeito.

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