Diretor do BB alega não saber que renda do show ia para o PT

O diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, disse que não recebeu sinal do governo de que estaria ameaçado no cargo. ?Ninguém me informou nada. Vim trabalhar hoje normalmente, como faço todos os dias, como funcionário de carreita do banco?, disse Pizzolato. Ele sustenta que não sabia que a renda do show da dupla Zezé de Camargo e Luciano, para o qual o banco comprou R$ 70 mil em ingressos, seria revertido para a compra da nova sede do partido em São Paulo. ?Soube depois que a dupla doaria parte do cachê ao partido. Mas, nós não compramos a dupla?, argumenta o diretor. Ele salienta que a compra dos ingressos fez parte da política de incentivo à participação no plano de metas dos funcionários que vigorou de 9 de junho a 9 de julho. Aqueles que cumprissem a meta estipulada receberiam o ingresso como prêmio. ?Neste período, conseguimos uma rentabilidade para o banco de R$ 750.568,00?, detalha Pizzolato. Ele argumenta, ainda, que o acordo não foi fechado com a dupla, mas com a Churrascaria Porcão, que participa de uma espécie de convênio com o Banco do Brasil.?No ano passado, durante o campeonato mundial de vôlei, levamos os atletas da seleção brasileira e cerca de cem clientes para um almoço na churrascaria. Isso é normal nas empresas. Na semana passada, patrocinamos um show do Caetano (Veloso) no Rio. Se daqui há um mês o Caetano quiser contribuir com o dinheiro do show para alguém, também seremos responsáveis? Isso é uma coisa kafkiana?, protestou. Para o diretor do BB, as denúncias fazem parte de uma campanha política. ?A oposição está fazendo o papel dela. Mas, meu papel não é político. Todos os contratos do banco foram auditados, fiz todos os relatórios sobre o caso e não vi nada que desabonasse a conduta de nenhuma funcionário da minha área?, conclui.

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