Diretor diz que prioridade é sanar irregularidades

A Funasa tem fechado o cerco contra entidades que se especializaram em fraudar convênios para desviar recursos da União e disse que a descoberta dos 176 convênios irregulares nos últimos três anos é fruto do trabalho de fiscalização da própria instituição. Só entre 2006 e 2007 foram desabilitadas 26 ONGs por conta disso. A defesa é do diretor de Administração da Funasa, Williames Pimentel de Oliveira.Ele admite que a estrutura de funcionários da Funasa poderia ser ampliada. "A atual direção, do presidente Danilo Forte, tem lutado para contratar mais engenheiros e, com isso, aumentar o monitoramento e a fiscalização dos convênios", afirmou.No caso das ONGs, estão suspensos todos os repasses para organizações que estão com as prestações de contas atrasadas. "A cada trimestre estamos fazendo acompanhamento in loco dos serviços das ONGs", explicou Oliveira.Sobre os convênios de repasse para prefeituras, Oliveira afirmou que para receber os recursos todo município precisa elaborar um plano de trabalho e a execução da obra é acompanhada. O dinheiro só é liberado conforme constatação de que os serviços estão sendo realizados, garantiu o diretor.Quanto às emendas parlamentares, Oliveira explicou que é o Congresso que indica para onde esses recursos serão enviados. "Todavia exigimos que os municípios apresentem projetos para os convênios e o acompanhamento feito de fiscalização e liberação é o mesmo", afirmou o diretor. "Descobrir 77 convênios com problemas de irregularidades num universo de 6 mil é fruto do trabalho de fiscalização da própria Funasa", defendeu.

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