Diretor diz em CPI que 'ilícitos' não afetam Petrobrás

O diretor de Gás e Energia da Petrobrás, Hugo Repsold Júnior, disse ontem à CPI da Petrobrás que nenhum dos projetos da estatal foi afetado com os "ilícitos" apontados pela Operação Lava Jato. Para ele, o esquema de corrupção deve ser tratado pelos órgãos policiais, já que foi descoberto pela Polícia Federal. "(A corrupção) diz respeito a pessoas e essas pessoas devem responder pelos atos ilícitos", disse.

DAIENE CARDOSO / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2015 | 02h05

Repsold evitou associar a corrupção na Petrobrás a um "câncer", como havia feito anteriormente. Em um evento em março, o diretor chegou a afirmar que a empresa enfrenta neste momento um "câncer".

No depoimento, Repsold voltou a dizer que aditivos contratuais nas obras de construção do gasoduto Gasene, entre o Rio de Janeiro e a Bahia, se deram por dificuldades técnicas verificadas na construção da obra e não soube dar detalhes sobre a condução dos trabalhos, a cargo da gerência de Engenharia e Serviços, então comandada por Pedro Barusco.

Também disse que só tomou conhecimento dos casos de corrupção na estatal por meio da imprensa e que até então não tinha informações do que acontecia na empresa. "Não soube de nada. Fui surpreendido."

O diretor, que até recentemente era gerente executivo da estatal, foi ouvido na comissão como testemunha. Repsold começou o depoimento dizendo que não ocupa a função por indicação política. Ele afirmou que trabalha na Petrobrás desde 1985, onde começou como engenheiro mecânico.

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