Diretor de editora é indiciado por preconceito e racismo

O presidente da Sama Editora, de Campinas, Joaquim José de Andrade Neto, foi indiciado pela Polícia Civil da cidade, com outros cinco funcionários da empresa, acusados de preconceito e racismo. No ano passado, a editora distribuiu um anuário com um artigo intitulado "Sionismo e nazismo: a semelhança dos opostos", sem assinatura, que, entre outras coisas, aponta similaridades entre os dois movimentos e comparou Adolf Hitler a Albert Einstein. A prática de nazismo foi denunciada ao Ministério Público de Campinas, que pediu a abertura do inquérito à Polícia Civil. O inquérito deverá ser concluído em dois meses. A Sama Editora teria ligações com a seita União do Vegetal. A assessoria de imprensa do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal diz que a editora e seu presidente não têm nenhuma relação com a entidade e que a União do Vegetal moveu processo contra a empresa por uso indevido de seu nome. A advogada da editora, Tatiana Paschoalli, diz que a ação não procede e que irá aguardar o desenrolar do inquérito para avaliar as medidas a serem tomadas. Segundo a advogada, este ano o anuário da editora publicou um artigo intitulado "A reação da ignorância", que refuta as acusações de racismo e anti-semitismo.

Agencia Estado,

24 Julho 2002 | 04h08

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