Diretor da PF nega conotação política em operação

?Quero que digam onde é que está o direcionamento político do nosso trabalho, eu quero que alguém me aponte qualquer conotação de cunho político no pleito da Polícia Federal pelas medidas cautelares nessa investigação?, desafiou ontem o delegado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da PF, em reação às críticas sobre suposto interesse político da instituição na Operação Castelo de Areia, que apurou suposto esquema que consistia em licitações fraudulentas, obras públicas superfaturadas e remessa de valores desviados do Tesouro para paraísos fiscais, além de supostas doações ilícitas para partidos políticos. ?Não tem conotação política nem nesse caso nem em outro. A polícia, quando se movimenta, causa desconforto. É da natureza da atuação de repressão do Estado causar desconforto. Os fatos acontecem, a polícia detecta. Ela não cria os fatos, ela relata o que vê. O juízo de valor é do juiz.?

AE, Agencia Estado

31 de março de 2009 | 08h56

Em meio à pressão de lideranças do Congresso, Corrêa fez uma defesa veemente da corporação. ?Quanto mais trabalha, mais a polícia é criticada. Isso não nos acua. Nossa atuação obedece rigorosamente todas as normas internas da PF, que não autorizam conotação de caráter político.?

O diretor da PF destaca trechos do relatório final do delegado Otávio Russo, condutor do inquérito sobre a construtora Camargo Corrêa. No capítulo 8 do documento em que a PF pede a prisão dos executivos da empreiteira, o delegado Russo salienta: ?As conversas monitoradas não falam especificamente de um ou de outro partido, mas de vários deles, portanto sem indícios de favorecimento dirigido.?

Outro trecho da representação, que Corrêa assinala. ?Em consulta à prestação de contas no site do Tribunal Superior Eleitoral pudemos notar que várias empresas do grupo realizaram doações registradas. Portanto, para podermos comprovar documentalmente eventual financiamento ilícito de campanhas políticas faz-se mister oficiar ao TSE afim de confrontar as doações mencionadas nos áudios captados com aquelas efetivamente registradas.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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