Diretor da PF diz que Demóstenes deporá na 5ª sobre grampo

Senador falará sobre interceptação telefônica, supostamente feita pela Abin, de conversa com Gilmar Mendes

Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo,

03 de setembro de 2008 | 14h37

O diretor-geral da Policia Federal, Luiz Fernando Corrêa, informou nesta quarta-feira, 3, que o senador  Demóstenes Torres (DEM-GO) será ouvido na quinta-feira de manhã pela PF sobre o grampo telefônico, supostamente gravado por agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de uma conversa dele, Demóstenes, com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. "Foi aberto inquérito e foram designados os delegados para cuidar do caso. O procedimento agora é com eles", disse Corrêa, ao deixar o gabinete do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia.   Veja Também: Entenda as acusações de envolvimento da Abin com grampos  PF está empenhada em saber quem grampeou STF, diz Tarso   O diretor da PF admitiu que se os delegados que cuidam do caso entenderem necessário, poderá ser feita uma varredura no Congresso Nacional e na Esplanada dos Ministérios para investigar se existem outros grampos clandestinos. Ele observou que tanto o Senado quanto a Câmara tem equipamentos "que preservam o ambiente". "Se os delegados entenderem que precisam de alguma perícia aqui (Congresso Nacional) através dos canais institucionais vamos estabelecer agilidade para atender essa demanda", disse Corrêa. "Agora, varredura são medidas preventivas. Não necessariamente um método de investigação", observou.   Antes de se encontrar com Chinaglia, Corrêa esteve com o presidente do Senado, Garibaldi Alves, que disse que a Polícia deve levar cinco dias para concluir se houve ou não grampo telefônico na Casa.

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