Diretor da PF descarta 'varredura em linhas do Congresso'

Uma das hipóteses é de que o grampo que interceptou conversa no STF tenha partido do Senado

Agência Câmara,

03 de setembro de 2008 | 17h05

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, descartou nesta quarta-feira, 3, a possibilidade de a PF realizar uma varredura nos telefones do Congresso. Ele disse que essa medida é uma ação preventiva e, normalmente, não é utilizada no início de uma investigação. A varredura chegou a ser proposta por alguns parlamentares. Uma das hipóteses é de que o grampo que interceptou a conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), tenha partido do Senado, e não do STF.   Veja Também: Entenda as acusações de envolvimento da Abin com grampos  Especial explica a Operação Satiagraha  Multimídia: As prisões de Daniel Dantas  Lula manda investigar compra de maletas pela Abin  PF está empenhada em saber quem grampeou STF, diz Tarso Governo vai avaliar se equipamentos da Abin são para escutas PSDB quer CPI dos grampos no Senado; Garibaldi nega necessidade Crise acirra disputa entre Polícia Federal e Abin    Corrêa esteve na Câmara, acompanhado dos delegados responsáveis pelo inquérito que vai investigar o grampo o caso. Ele afirmou que há capacidade técnica instalada nas instituições de segurança e pode ser feita por eles para preservar o ambiente. "Se os delegados entenderem que precisam de alguma perícia aqui, através desses canais institucionais que nós estabelecemos a agilidade hoje, serão acionados para atender essa demanda."   Os delegados comunicaram ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, o início das investigações sobre o episódio. O encontro faz parte de uma série de visitas que o diretor e os dois delgados estão fazendo para informar ao Congresso e ao Judiciário como será realizada a investigação e articular a participação do STF, da Câmara e do Senado no trabalho. Ontem, eles estiveram no STF e, hoje pela, manhã se reuniram com o presidente do Senado, Garibaldi Alves.   Depoimentos   Corrêa ainda informou que o primeiro a ser ouvido será o senador Demostenes Torres, que teve trechos de suas conversas telefônicas divulgadas. Ele disse que vai agendar uma reunião com o parlamentar para marcar um data para o depoimento. Corrêa também colocou a PF à disposição da Câmara para acompanhar o andamento da investigação.

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