Diretor da Anvisa escapa de ordem de prisão

O diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina Neto, escapou de ser preso por ordem do juiz Rafael Paulo Soares Pinto, da 22ª Vara da Justiça Federal, de Brasília. A ordem de prisão foi expedida porque o diretor não teria obedecido a decisão judicial que mandava a Anvisa liberar as importações de gangliosídeos, substâncias usadas na fabricação de medicamentos contra doenças nervosas.A importação e venda desses produtos haviam sido proibidas em março, pela Anvisa, porque eles são feitos a partir de vísceras de animais e poderiam estar contaminados pelo mal da vaca louca. A TRB Pharma, que usa esse tipo de substância, entrou na Justiça e conseguiu revogar a proibição. A assesoria da Anvisa informou que o órgão obedeceu à determinação, mas a notícia não teria chegado em tempo à empresa, que voltou a acionar o Judiciário. O fato foi explicado aos oficiais de justiça que foram à Anvisa decididos a prender Vecina Neto, mas não o fizeram.O diretor permaneceu todo o dia em seu gabinete.

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