Direitos humanos criticam absolvição no caso Dorothy, diz NYT

Jornal lembra promessas de Lula em 2005, época do crime, quando prometeu 'não sossegar até achar criminoso'

Alexei Barrionuevo, do The New York Times

08 de maio de 2008 | 20h02

Advogados de direitos humanos e o governo brasileiro criticaram a absolvição de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante da morte da missionária norte-americana Dorothy Stang, no Pará, segundo o jornal The New York Times. Veja Também:Entenda o caso da missionária Dorothy Stang   Acusado de assassinar Dorothy Stang se contradiz ao depor O jornal lembra a promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva , que disse que o governo não sossegaria enquanto os assassinos não fossem punidos. O ministros dos Direitos Humanos, Paulo Vannuci, mostrou-se em desacordo com a decisão da Justiça. "A absolvição reforça o sentimento de impunidade que é tao difuso em nosso País, o que abre caminho para mais crimes e violências, disse.  "O poder econômico continua a reinar no Pará, disse Margarida Pantoja, membro da comunidade Dorothy, um grupo de advogados de direitos humanos e irmãs católicas em Belém. "Voltaremos a insegurança", disse. O irmão de Dorothy, Tom Stang, disse que a família ficou arrasada com a decisão da Justiça. "Aquele homem se ofereceu como se fosse sacrificado", disse.  Rayfran das Neves Sales, que admitiu ter disparado seis tiros contra a missionária, se contradisse no seu depoimento na última terça-feira. Anteriormente, ele havia dito que matara a missionária a mando de Bida, mas na última terça-feira retirou a acusação e assumiu a culpa sozinho. Ele foi condenado a 28 anos de prisão.

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