Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Direita vai tentar saída rápida e esquerda terá que disputar as ruas, avalia ex-ministro

Ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência avalia que esquerda vai às ruas por eleições diretas e terá que disputar hegemonia com movimentos que apoiaram o impeachment

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2017 | 10h30

As forças políticas que apoiaram o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff e o governo Michel Temer vão tentar uma solução rápida para a crise pressionando pela renúncia do peemedebista e buscando uma eleição indireta. Para evitar esta situação, a esquerda vai ter que lutar nas ruas por eleições diretas já e disputar a hegemonia das manifestações contra grupos como o Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre. A avaliação é do ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, um dos colaboradores mais próximos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para ele, a nova crise pode precipitar uma possível condenação de Lula na Lava Jato com o objetivo, de acordo com o petista, de impedi-lo de disputar uma eventual eleição.

“Nem tudo são flores. O que eles vão tentar fazer é uma reação rápida por meio de m processo de eleição indireta. Isso pode levar a um salto de qualidade na capacidade deles de se reaglutinar e deixar o projeto que tentam executar ainda mais sólido”, disse Carvalho.

Segundo o ex-ministro petista, o desafio da esquerda é acumular força nas ruas para impor a ideia de eleições diretas já. Mas isso passa por uma disputa de hegemonia com grupos como MBL e Vem Pra Rua.

“Temos que ir para a rua disputar com a direita e falar em alto e bom som que queremos eleições diretas”, afirmou.

 

 

Na manhã desta quinta-feira Lula, o presidente do PT, Rui Falcão, líderes petistas na Câmara e no Senado e representantes da Frente Brasil Popular se reúnem em São Paulo para definir a estratégia de ação frente a iminência de queda do governo Temer.

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, por sua vez, se reúnem no início da tarde na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para elaborar uma agenda de manifestações.

 

 

Segundo Guilherme Boulos, líder do MTST e da Frente Povo Sem Medo, pessoas que participaram das manifestações pelo impeachment de Dilma e contra a corrupção serão bem vindas mas os movimentos que convocaram os protestos e depois empenharam apoio ao governo Temer, não. “Ninguém é dono da rua mas tem gente hipócrita que até ontem estava posando para fotos ao lado do Temer e do Eduardo Cunha. Movimentos oportunistas não serão aceitos”, disse Boulos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.